MUDANÇAS A IMPLEMENTAR
Ao nível das competências

De acordo com Coll & Moreno (2008) cit. por Costa (2009), o excesso de informação e a facilidade de acesso à mesma não são sinónimos de qualidade de informação. A informação em abundância exige que o utilizador esteja bem preparado por um lado, para selecionar informação fidedigna de acordo com os seus objetivos e interesses e por outro, tenha presente os riscos associados a essa informação, nomeadamente a intoxicação de informação e a informação sem qualidade (Costa, 2009).
Pelo exposto, impõe-se que o utilizador adquira competências de pesquisa, de seleção e utilização de informação e de análise da qualidade da informação (Costa, 2009).
Patrocínio & Cerdeira (2010), referem que a globalização, fruto da sociedade tecnológica digital, exige "um cidadão informado, com capacidade de lidar com as novas tecnologias de informação e comunicação, com saber e com conhecimento, pró-ativo, preparado para o debate, a negociação, para fazer escolhas na articulação da vida local e global".
Ao nível do papel desempenhado pela escola

Para que a escola continue a desempenhar o seu papel, formar os cidadãos do futuro, os programas curriculares têm de ser reformulados, por forma a contemplarem outros saberes e saberes emergentes e a própria forma de comunicação da informação, despegando-se do modo tradicional de a transmitir e tirando partido das potencialidades das tecnologias digitais em rede (Costa, 2009).
Neste contexto, (Lira, 2019) refere que a escola ao fazer parte da sociedade tem de se adaptar à nova realidade, pois o seu novo papel é formar cidadãos críticos, reflexivos e responsáveis pela sua própria aprendizagem. Para tal, tem de criar instrumentos didático-pedagógicos que promovam uma aprendizagem dinâmica e contínua, que se irão repercutir na reconstrução da prática letiva, no papel do professor, do aluno e da escola.

"Identificar critérios de avaliação da qualidade da informação disponível, tais como credibilidade, rigor e pertinência, e aprender a usá‐los, desde cedo, desenvolvendo a capacidade de seleccionar e utilizar a informação necessária em função de determinados objectivos e, inerentemente, a capacidade de ajuizar sobre o valor efectivo da informação disponível com base nesses critérios seria algo que deveria fazer parte integrante, crucial, da acção educativa proporcionada pela escola" (Costa, 2009, p. 302). Por outras palavras, as competências descritas deveriam fazer parte do currículo.

